UFPI cai 21 posições em ranking das melhores universidades do mundo, mas sobe na lista das brasileiras
01/06/2026
(Foto: Reprodução) Universidade Federal do Piauí, em Teresina
Divulgação/UFPI
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) caiu 21 posições no ranking das 2 mil melhores universidades do mundo em 2026, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). Apesar da queda, a UFPI subiu uma posição entre as universidades brasileiras presentes na lista.
🎓📈 O CWUR é uma organização de consultoria política e educacional, sediada nos Emirados Árabes Unidos, que surgiu em 2012 com o objetivo de classificar as melhores universidades do mundo. Naquele ano, o ranking começou com 100 instituições e aumentou para 2 mil em 2019.
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Em 2025, a UFPI ocupava a 1950ª posição no ranking global e a 51ª entre as universidades brasileiras, com pontuação 66.4. Neste ano, a instituição aparece na 1971ª colocação mundial e 50ª nacional, com pontuação 66.3. O g1 procurou a universidade para comentar a nova posição e aguarda resposta.
Agora no g1
Das 52 universidades brasileiras que integram a lista, 45 caíram de posição. A queda generalizada, que atingiu 87% das instituições do país, é atribuída principalmente à queda no desempenho em pesquisa e à crescente competição global com instituições mais bem financiadas.
As pontuações são calculadas por meio de quatro indicadores utilizados pelo CWUR, sem depender de pesquisas de opinião ou dados enviados pelas próprias universidades:
Educação (25%): baseado no sucesso acadêmico de ex-alunos;
Empregabilidade (25%): baseado no sucesso profissional de ex-alunos em grandes empresas;
Corpo docente (10%): medido por distinções acadêmicas de alto nível;
Pesquisa (40%): inclui produção total, publicações em jornais de elite, influência e citações.
A maior pontuação é a da primeira colocada do ranking global, a Universidade Harvard, em Massachusetts (EUA), que registrou 100.
Confira o histórico da UFPI
2019-20 (primeiro ano na lista): 1867ª posição global, 48ª nacional;
2020-21: 1911ª posição global, 54ª nacional;
2021-22: 1909ª posição global, 54ª nacional;
2022-23: 1897ª posição global, 54ª nacional;
2023: 1891ª posição global, 51ª nacional;
2024: 1937ª posição global, 53ª nacional;
2025: 1950ª posição global, 51ª nacional;
2026: 1971ª posição global, 50ª nacional.
Quedas de outras universidades
No Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) continua sendo a melhor colocada, mas caiu uma posição em relação ao ano anterior, ocupando agora o 119º lugar mundial devido a declínios nos indicadores de educação, corpo docente e pesquisa.
Em seguida, aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que caiu 15 posições para o 346º lugar, e a Universidade de Campinas (Unicamp), que desceu 10 postos, ocupando a 379ª colocação.
"O declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos", avalia o Dr. Nadim Mahassen, presidente do CWUR.
Segundo ele, a erosão do sistema de ensino superior prejudica o desenvolvimento científico, a inovação e o futuro a longo prazo do país.
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