‘Nunca tinha visto marcas daquele tipo’: família detalha como adolescente chegou em casa após estupro coletivo em Copacabana

  • 10/03/2026
(Foto: Reprodução)
Família detalha como adolescente chegou em casa após estupro coletivo em Copacabana O Fantástico conversou com familiares da adolescente de 17 anos, vítima de um estupro coletivo dentro de um apartamento em Copacabana. O pesadelo que invadiu a casa da família aconteceu no dia 31 de janeiro. A estudante foi até o apartamento em Copacabana a convite de um amigo da escola, também de 17 anos. Lá, ela teria sido violentada pelo menor e outros quatro homens. À reportagem, mãe e irmão deram detalhes da situação que a adolescente chegou em casa logo após o ocorrido: “Ela me abraçou e falou: 'mãe, desculpa'. Eu falei: 'desculpa de que? Você não teve culpa. que aconteceu, mas eles te deixaram marcas visíveis?' Ela me ajudou a levantar o vestido. Era roxo e muitas partes pretas. Eu falei: 'meu Deus!' Eu fiquei apavorada. Aí quando ela relatou a quantidade de pessoas, eu entendi”, relatou a mãe. “Da costela dela, quase próxima à axila, até a coxa, eu nunca tinha visto marcas daquele tipo. Eu abracei, eu dizia que a gente estaria juntos até o fim. Eu tentava fazer com que, dentro desse abraço, ela se sentisse em casa, ela se sentisse confortável e que ela se estivesse de pé”, diz o irmão. Pedido de socorro para irmão O irmão mais velho foi a primeira pessoa para quem a irmã de 17 anos, contou que tinha sido estuprada por quatro homens e um menor. Ele contou que recebeu uma mensagem curta, mas desesperada: “Ela disse: ‘preciso de ajuda agora, é sério’. Ela falou: ‘acho que fui estuprada’. E ali, quando ela contou, ela desabou”. LEIA TAMBÉM: Estupro coletivo em Copacabana: relatos revelam padrão de violência e novas vítimas aparecem após denúncia ‘A mãe de alguém teve que chorar hoje’: vídeo no elevador expõe deboche de jovens após estupro coletivo em Copacabana ‘Eles chutaram minha filha até ela cair da cama’ Pessoalmente, os irmãos contaram para a mãe, a avó materna da menina, que tem a guarda dela e de uma irmã de 12 anos. Ela soube que a violência contra a filha foi ainda mais brutal do que ela imaginava. “Fiquei apavorada porque eu achei que fosse uma pessoa. Aí depois eu perguntava, ela não conseguia falar. Mas ela me confirmou com a cabeça e voltou a me pedir desculpas. Como se eu fosse julgá-la. E se desesperou ao ouvir o relato da filha. “Ela pediu para ir embora. Ela não queria ficar mais. Ela pediu para parar dezenas de vezes. E quando ela pedia para parar, foi aí que ela apanhou. Eles subiram em cima da cama e chutaram, chutaram ela até ela cair da cama e continuaram chutando, chutando, chutando a minha filha”. Denúncia A família denunciou o estupro na delegacia. “Falei: ‘doutor, tem menos de uma hora, eles podem estar lá ainda’”, relatou a mãe. Policiais foram ao endereço indicado, mas os suspeitos já haviam deixado o local. Dias após o crime, a família disse ter vivido novo momento de terror. O menor apreendido — apontado pela polícia como articulador do grupo — voltou a frequentar a escola normalmente e passou a rondar a irmã mais nova da vítima, de 12 anos. “Ele mostrava para minha filha de 17 que, se ela abrisse o bico, a pequena estava na mira.” Desde então, a família tenta reconstruir alguma rotina, enquanto a adolescente recebe apoio psicológico. A mãe, emocionada, resume seu apelo: “Se ela disser ‘chega’, é chega. Se disser ‘eu não quero mais’, é não. Só respeita isso.” Investigação e prisões O Fantástico teve acesso a documentos da investigação com relatos da vítima. Ela conta que foi com o menor para o quarto, onde começaram a namorar. Neste momento, os 4 réus, Segundo a menina, o menor tentou convencê-la a ter relações com os amigos dele. Ela afirma que negou o tempo todo. Os estupradores trancaram a porta e imobilizaram a garota. A partir dali, durante uma hora, os 5 se revezaram sobre o corpo da menina. O estupro acompanhado de uma sessão de tortura com muitas agressões. Segundo a polícia, os fatos narrados pela menina foram compatíveis com as lesões que ela apresentava. Essa semana, os quatro adultos se entregaram na delegacia. O menor foi o último a se apresentar. Os 4 acusados foram levados para o sistema penitenciário do Rio. O menor foi apreendido e está no Departamento Geral de Ações Socioeducativas, o Degazi. As defesas de Victor Hugo Oliveira, Simonin, Mateus Martins, Bruno Alegretti e João Gabriel Xavier Bertôt negam a participação dos 4 no estupro e que a inocência deles vai ser provada no curso do processo. Já a defesa do menor também nega. E disse que o jovem se apresentou espontaneamente às autoridades, demonstrando sua total disposição em colaborar com a justiça para o esclarecimento da verdade. Por enquanto, para essas vítimas, o acolhimento tem sido a única forma de enfrentar essa violência. Imagem de câmera de segurança mostra vítima e suspeito no prédio Reprodução/TV Globo Quatro maiores de idade: entregaram-se e foram encaminhados ao sistema penitenciário. O menor de 17 anos: foi apreendido e levado ao Degase. As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que irão provar inocência no decorrer do processo. Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana Reprodução/Fantástico Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Vítimas fazem novas denúncias contra réus por estupro coletivo Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. 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FONTE: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/03/10/nunca-tinha-visto-marcas-daquele-tipo-familia-detalha-como-adolescente-chegou-em-casa-apos-estupro-coletivo-em-copacabana.ghtml


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