MPRJ prende 3 PMs por venda de arma apreendida em operação
30/06/2026
(Foto: Reprodução) MPRJ prende 3 PMs por venda de arma apreendida em operação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta terça-feira (30) 1 cabo e 2 sargentos em mais um desdobramento da Operação Patrinus, que desde 2024 apura desvios de conduta no 39º BPM (Belford Roxo). Um 4º alvo, sargento, já estava encarcerado.
Ao todo, o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ) denunciou os militares pelos crimes de peculato e comércio ilegal de arma de fogo. A ação conta com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
De acordo com a denúncia, os policiais militares apropriaram-se de uma pistola calibre 9 mm apreendida durante uma ação policial realizada em 27 de julho de 2021, na comunidade da Caixa D’Água, em Belford Roxo. A arma foi vendida por R$ 6 mil, e os PMs dividiram o valor obtido.
Por meio da análise do celular de um dos denunciados e do afastamento do sigilo bancário, os promotores descobriram mensagens, fotografias e áudios que comprovaram a comercialização da arma de fogo.
“Os acusados ostentam a condição de policiais militares, tendo se valido justamente das prerrogativas, facilidades operacionais e confiança institucional inerentes ao exercício da função pública para a prática dos crimes ora imputados”, disse o MPRJ.
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Apreensões do MPRJ em mais uma fase da Operação Patrinus
Divulgação/MPRJ
Relembre as outras etapas
A denúncia é mais um desdobramento da Operação Patrinus, que apura a atuação de PMs do 39º BPM em esquemas de corrupção em Belford Roxo.
Em maio de 2024, 13 policiais foram presos na 1ª fase da operação. Na ocasião, o MPRJ afirmou que o grupo vendia armas e drogas apreendidas em operações, cobrava propina de motoristas de transporte alternativo e mototaxistas e exigia taxas semanais de comerciantes em troca de “proteção”.
Em julho de 2025, o Gaesp prendeu outros 9 PMs por atuar como seguranças privados durante o expediente. Em agosto do mesmo ano, 10 policiais foram presos em uma nova fase da operação, também por suspeita de cobrar propina de comerciantes para prestar segurança armada.
Em maio deste ano, o MPRJ prendeu um cabo e denunciou 11 policiais militares por suspeita de corrupção em Belford Roxo. De acordo com o Gaesp, entre outubro de 2021 e fevereiro de 2024 o grupo também recebia propinas semanais para prestar segurança a comércios durante o expediente.