‘Mão Santa’: Oscar Schmidt foi o líder de uma geração em conquistas históricas

  • 17/04/2026
(Foto: Reprodução)
Lenda do basquete, Oscar Schmidt é o recordista de pontos nos Jogos Olímpicos Por onde jogou, Oscar se destacou pela quantidade de pontos que fazia. A precisão era tanta que lhe rendeu o apelido de “Mão Santa”. Mais do que ser o cestinha do time, ele foi o líder de uma geração em conquistas históricas. Um dos maiores pontuadores da história do basquete. O recordista em pontos nos Jogos Olímpicos. Entre muitas conquistas e recordes, o maior orgulho era defender a camisa da Seleção Brasileira. Com o Brasil, conquistou dois Pré-Olímpicos, três Sul-Americanos, além dos bronzes no Mundial de 1978 e no Pan-Americano de 1979. E a maior conquista: a medalha de ouro no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos. "O nosso objetivo era chegar em segundo lugar. Eu não imaginava nunca que fosse possível ganhar dos Estados Unidos dentro dos Estados Unidos", contou Oscar Schmidt. O time de Oscar, Gérson, Israel, Marcel e Guerrinha venceu os Estados Unidos por 120 a 115, em um jogo histórico – a primeira derrota dos americanos em uma partida oficial em casa e com um placar alto, acima dos 100 pontos. Oscar jogou cinco edições dos Jogos Olímpicos. Voltou a enfrentar os americanos em duas delas, mas não venceu. Em 1988, nos Jogos de Seul, veio a derrota mais sentida da carreira – a queda nas quartas de final contra a União Soviética. "Não ganhamos as Olimpíadas por culpa minha. Porque no arremesso decisivo, eu errei o arremesso. Não tem um dia na minha vida que eu não pense nesse arremesso. Porque eu me considero culpado de a gente não ter ganho... A gente ia ganhar a Olimpíada, a gente tinha mudado de nível. E não pudemos ganhar porque eu errei aquele arremesso. A União Soviética que ganhou a Olimpíada. Então está dito", disse Oscar. Em 1996, se despediu da camisa amarela. Com 1.093 pontos, é até hoje o maior cestinha da história das Olimpíadas. ‘Mão Santa’: Oscar Schmidt foi o líder de uma geração em conquistas históricas Jornal Nacional/ Reprodução Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, Rio Grande do Norte. Começou no basquete em Brasília, na quadra do Clube Unidade Vizinhança. "O professor de Educação Física, Zezão, ele era o mesmo técnico do Unidade Vizinhança. Aí um dia eu estou lá fazendo Educação Física: ''Oscar, você é grande. Você podia jogar basquete. Aparece lá na unidade, eu sou o técnico'. Eu falei: 'É mesmo?'. Aí eu fui lá. Fui lá e me apaixonei", contou Oscar. Oscar se mudou para São Paulo aos 16 anos e virou jogador profissional no Palmeiras, onde foi campeão brasileiro e convocado para a seleção juvenil de basquete em 1977. No mesmo ano, ganhou o prêmio de melhor pivô do Sul-Americano Juvenil e acabou garantindo vaga na seleção principal. Trocou o Palmeiras pelo Sírio e conquistou outro título brasileiro e o Mundial de Clubes de 1979, com uma vitória histórica sobre o Bosna, de Sarajevo, por 100 a 98 na final. "Fomos campeões mundiais. Ganhei uma bolada de dinheiro. Aquele balde cheio de dinheiro. Não sei se era cruzeiro ou cruzado, cruzeiro velho... Mudava de dinheiro toda semana naquela época no Brasil. Eu aceitei o dinheiro. O que que eu fiz? Torrei. Comprei o melhor carro do Brasil: uma Brasília", contou Oscar. Três anos depois, o ex-técnico do Bosna, Bogdan Tanjevic, procurou Oscar com uma proposta para ele jogar no Juvecaserta, da Itália. "O presidente do time chegou para ele e falou: 'Quem nós vamos contratar?'. Ele falou: 'Tem um menino no Brasil que chora e joga. É um caminhão. Vai pegar ele lá'", lembrou Oscar. Foram 11 temporadas na Itália – oito pelo Juvecaserta e três pelo Pavia – e três títulos: um campeonato italiano por cada time e a Copa da Itália com o Juvecaserta. O Oscar também jogou na Espanha entre 1993 e 1995. Voltou ao Brasil para jogar no Corinthians, onde foi campeão brasileiro mais uma vez, em 1996. Também defendeu o Bandeirantes e o Mackenzie antes de encerrar a carreira no Rio de Janeiro. Jogando pelo Flamengo, alcançou outra marca impressionante: a de maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos quando se aposentou em 2003. Recorde quebrado pelo americano LeBron James em 2024. "Eu arremessava pelo menos mil bolas depois dos dois treinos. Aí um dia, eu falei: 'Eu só vou para casa quando eu fizer 20 seguidas de três'. Parece fácil, mas não é fácil", contou Oscar. A precisão do arremesso de três era a maior marca de Oscar Schmidt, junto com um humor ácido e a dedicação aos treinos. Quando era chamado de “Mão Santa”, ele respondia de imediato: “’Mão Santa’ é o cacete. Mão treinada. Os grandes jogadores, muita gente vai ter mágoa deles, porque eles querem a bola sempre. Eu quero a bola sempre, em qualquer situação. Não precisa ser no fim do jogo não. No meio do jogo, dá a bola para mim". LEIA TAMBÉM Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morre em SP aos 68 anos Câncer no cérebro, cirurgias e 11 anos de tratamento: relembre problemas de saúde enfrentados por Oscar Schmidt 'Meu irmão era um ídolo': Tadeu Schmidt se inspirou em Oscar, mas enveredou para o jornalismo para evitar comparações Oscar Schmidt entra para Hall da Fama do COB nove dias antes de morrer

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/04/17/mao-santa-oscar-schmidt-foi-o-lider-de-uma-geracao-em-conquistas-historicas.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Senhor Antônimo

Aline Barros

top2
2. O bom Samaritano

Anderson Freiri

top3
3. Profetizo

Regis Danese

top4
4. Fica Tranquilo

Antonia Gomes

top5
5. Um novo Vencedor

Damares

Anunciantes