Irmão de menina que morreu envenenada após jantar com família conta que eles eram agredidos pelo padrasto, diz polícia

  • 04/04/2026
(Foto: Reprodução)
Menino envenenado em Alto Horizonte presta depoimento à polícia O irmão de 8 anos de Weslenny Rosa Lima, de 9, que morreu após ser envenenada, contou à Polícia Civil que já havia sido agredido pelo padrasto, assim como a irmã. Ronaldo Alves de Oliveira foi preso suspeito de ter envenenado as crianças, em Alto Horizonte. O menino também foi internado após ter comido o mesmo alimento que a irmã. Em nota, a defesa de Ronaldo afirmou que recebeu a notícia da prisão com naturalidade e, por acreditar que ele é inocente, orientou que ele se apresentasse espontaneamente à delegacia, justamente para colaborar com os esclarecimentos e demonstrar a sua inocência (veja a íntegra da nota ao final da reportagem). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A morte da menina foi confirmada no sábado (28). No dia 27, o menino foi internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por conta do envenenamento. Segundo o delegado Domênico Rosa à TV Anhanguera, o menino afirmou que o pai biológico chegou a brigar com o padrasto por conta das agressões e que a mãe dele também já teria sido agredida pelo suspeito. "Ele disse que, pontualmente, — não era algo frequente, eu quero deixar isso bastante claro —, mas a criança chegou a dizer que pontualmente ele agredia sim, não só a ele, mas também a irmãzinha que morreu. E pai biológico das crianças também afirmou em depoimento que já houve um ruído entre os dois por conta de uma agressão contra essa menina", explicou. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. Ronaldo passou por audiência de custódia na quinta-feira (2), e a Justiça decidiu por manter a prisão. Prisão e envenenamento Padrasto suspeito de envenenar enteada que morreu vai continuar preso, decide Justiça Ronaldo foi preso na quarta-feira (1°) após a Justiça emitir um mandado de prisão preventiva contra ele. Segundo o delegado Domênico Rocha, na casa da vítima foi encontrada uma panela com arroz misturado a "grânulos escuros", material compatível com chumbinho, um veneno com a venda proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2012 e que era usado contra ratos. LEIA TAMBÉM: SEM PACIÊNCIA: Padrasto suspeito de matar menina envenenada estava sem paciência com a criança, diz mãe ANIMAIS MORTOS: Menina que morreu com suspeita de envenenamento: Gatos da vizinhança foram encontrados mortos PREPAROU ALIMENTO: Padrasto preparou e colocou veneno no arroz de menina que morreu após jantar com a família, diz polícia PRISÃO: Padrasto é preso suspeito de matar menina de 9 anos envenenada durante jantar com a família Ainda de acordo com ele, a substância é a mesma que matou quatro gatos da vizinhança da família. "Laudos periciais acusaram que o grânulo preto no arroz realmente se tratava de chumbinho, e que os animais morreram intoxicados pelo mesmo veneno. Da mesma forma, o laudo cadavérico da menina acusou que a causa da morte foi envenenamento exógeno causado pelo mesmo veneno, ou seja, chumbinho", destacou. O delegado também pontuou que Ronaldo foi o responsável por cozinhar o jantar que as crianças consumiram e, por isso, a Polícia Civil solicitou a prisão dele, com parecer favorável do Ministério Público. 'Não dava mais' Padrasto é preso por morte de menina envenenada em Alto Horizonte Nábia Rosa Pimenta, mãe das crianças, contou à TV Anhanguera que acredita que o crime tenha sido cometido pelo companheiro por não aceitar um possível fim do relacionamento. Segundo ela, o relacionamento com Ronaldo Alves de Oliveira, de 46 anos, era marcado por discussões frequentes e sinais de tensão dentro de casa. “Ele teria motivos de sobra para me atacar, porque eu já vinha falando há muito tempo que não dava mais. E ele não aceitava o fim. O meu medo é esse: para achar uma maneira de me atacar, ele ter atacado eles”, disse em entrevista à TV Anhanguera. Nábia também relatou à polícia que o suspeito apresentava mudanças de comportamento e demonstrava falta de paciência com as crianças nos últimos meses. "Ele já nem mexia. Já deixava mais abandonado pra lá. Eu falava 'não, larga os meus meninos. Pode deixar que dos meus filhos eu mesma vou cuidar'", destacou. À polícia, Nábia também afirmou que tinha medo do companheiro e relatou que, em outras ocasiões, ele teria dado medicamentos para que ela dormisse. Também disse que, por desconfiar do comportamento dele, pedia que ele experimentasse a comida antes de servir à família. Nota da defesa "A defesa recebeu a notícia da prisão com naturalidade e, por acreditar na inocência de Ronaldo, orientou que ele se apresentasse espontaneamente à autoridade policial, justamente para colaborar com os esclarecimentos e demonstrar sua inocência. Informamos ainda que já foi solicitado acesso ao caderno investigativo, estando a defesa no aguardo da liberação do inquérito policial, a fim de que sejam adotadas todas as medidas legais cabíveis. Acreditamos que, dentro em breve, aparecerão elementos que comprovarão a inocência de Ronaldo, sendo ele uma vítima do caso". Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, e o irmão, de 8, passaram mal após jantar em família; menina morreu e o menino segue internado Reprodução/TV Anhanguera 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/04/04/irmao-de-menina-que-morreu-envenenada-apos-jantar-com-familia-conta-que-eles-eram-agredidos-pelo-padrasto-diz-policia.ghtml


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