Governo do Tocantins decreta medidas de contenção de gastos até o fim de 2026; veja o que muda
26/08/2026
(Foto: Reprodução) Palácio Araguaia, sede administrativa do governo do Tocantins
Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins
O governo do Tocantins publicou um decreto com medidas para conter despesas até o fim de 2026. Entre as ações estão a suspensão de novas contratações, a redução de gastos com viagens e eventos e a revisão de contratos. O decreto foi assinado pelo governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e publicado no Diário Oficial desta terça-feira (25), com validade até 31 de dezembro.
Segundo o decreto, a contenção de gastos tem como objetivo prevenir riscos e corrigir desvios que possam afetar o equilíbrio das contas públicas. O governo também citou a variação na arrecadação do Tesouro Estadual ao longo do ano e destacou que 2026 é o último ano do mandato da atual gestão.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp
O governo também citou a necessidade de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com recursos em caixa para pagar as obrigações assumidas nos dois últimos quadrimestres do ano, sem prejudicar a continuidade dos serviços públicos essenciais.
LEIA MAIS
Ministério Público investiga possível vazamento de prova de concurso com 38 mil inscritos em Araguaína
MPTO aponta falhas no fornecimento de água em Araguaína e pede R$ 1 milhão em danos morais coletivos
Agora no g1
O que muda na prática
O decreto determina a suspensão imediata da abertura de novos processos, reservas de orçamento, contratações, aditivos contratuais e empenhos relacionados a despesas não essenciais que possam gerar impacto financeiro em 2026 ou nos anos seguintes.
Também fica proibido o fracionamento de despesas ou contratos.
Todos os contratos em vigor, atas de registro de preços e ordens de fornecimento deverão ser revisados para adequar quantidades, renegociar preços e evitar prorrogações automáticas que não sejam consideradas indispensáveis.
O governo listou despesas administrativas que deverão ser reduzidas ao mínimo necessário. Entre os principais gastos que serão cortados ou revisados estão:
Viagens nacionais e internacionais: diárias, passagens aéreas e despesas de locomoção;
Bens duráveis: compra de veículos, máquinas, móveis e equipamentos;
Eventos e representação: solenidades, recepções, inaugurações, lanches, refeições, brindes e materiais promocionais;
Estrutura e insumos: aluguel de imóveis e veículos, formação de estoques de materiais acima da necessidade imediata, combustíveis e manutenção de veículos;
Serviços externos: contratação de consultorias e assessorias, novas obras de engenharia e publicidade institucional, exceto campanhas de utilidade pública ou de caráter obrigatório;
Pessoal de apoio: serviços terceirizados ou administrativos que possam ser realizados ou reorganizados pelos próprios órgãos.
Serviços essenciais e pessoal não param
Para garantir o funcionamento do Estado, o decreto determina que algumas despesas obrigatórias não serão afetadas pelas medidas de contenção. Entre elas estão:
Folha de pessoal: salários, encargos sociais, benefícios previdenciários e outras obrigações remuneratórias;
Dívida e decisões judiciais: serviço da dívida pública, precatórios, Requisições de Pequeno Valor (RPVs) e pagamentos determinados pela Justiça;
Transferências obrigatórias: repasses previstos na Constituição e em leis;
Emergências: despesas para atender situações de emergência, calamidade pública ou grave risco à vida, à saúde, à segurança e ao patrimônio público.
O decreto determina que todas as unidades orçamentárias do governo terão 15 dias úteis, a contar da publicação, para enviar à Secretaria Executiva do Grupo Gestor um Plano de Contenção detalhado.
O plano deve apresentar a previsão atualizada de gastos até o fim do ano, os contratos que serão renegociados e a estimativa de economia.
A Controladoria-Geral do Estado (CGE), a Secretaria do Planejamento e Orçamento (Seplan) e a Secretaria da Fazenda (Sefaz) vão fiscalizar o cumprimento das metas, realizar auditorias e propor bloqueios orçamentários em caso de descumprimento das regras.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.