Entre estrelas, bruxas e orixás: veja como foi o primeiro dia de desfiles em SP

  • 14/02/2026
(Foto: Reprodução)
Emoção, choro e muito samba no Carnaval de São Paulo Teve brilho na primeira noite do Carnaval de São Paulo. Sete escolas cruzaram o Sambódromo do Anhembi. O instante de inspiração. Meses de pesquisa, dias de trabalho. Quanta potência, magia, riqueza, luta. Quantos astros, sonhos e mistérios. Quanto dura uma noite de Carnaval? O cronômetro dispara e o tempo ganha muitos papeis. É critério técnico, é ritmo, história. Corre contra no imprevisto, dança com alegria, vai dispersar lá na memória. Na avenida, o tempo não passa, desfila. Mocidade Unida da Mooca A estreia foi da Mocidade Unida da Mooca, pela primeira vez no grupo de elite do Carnaval de São Paulo. Uma homenagem ao Geledés - o Instituto de Mulheres Negras contra o Racismo. "Para que a gente pudesse trazer na avenida todas essas vozes, que representam a negritude do nosso país", diz Thayssa Menezes - enredista da Mocidade Unida da Mooca. Destaque para as escritoras Helena Teodoro e Conceição Evaristo. "Fazendo a nossa luta de resistência e tendo esse resultado", diz Conceição Evaristo, escritora. Colorado do Brás A Colorado do Brás soltou as bruxas. Do filme de terror aos contos de fadas. Na convenção onde as bruxas se encontram Fabi Bang, a Glinda do espetáculo Wicked. À frente de tudo isso, o feitiço de uma bruxa urbana. "As pessoas acham que bruxaria é do mal, e não é, a bruxaria é uma filosofia de amor à natureza", destaca Tânia Gori, madrinha do samba-enredo da Colorado do Brás. Dragões da Real Dragões da Real veio com a força da floresta. Contou a história das Icamiabas, uma aldeia de mulheres indígenas, às margens do Rio Amazonas. A última alegoria: fogo e destruição falou da luta pela preservação do meio-ambiente. O resultado de quase um ano de trabalho. "A sensação é maravilhosa, né? Porque a gente tá há tanto tempo se preparando para esse dia", comenta Ricardo Negreiros, coreógrafo da comissão de frente da Dragões da Real. Acadêmicos do Tatuapé Com o enredo “Plantar Para colher e Alimentar", a Acadêmicos do Tatuapé levou para o sambódromo os campos agrícolas e a desigualdade do Brasil. "Vamos usar os recursos naturais e aproveitar essa dádiva maravilhosa que Deus nos deu que é a terra", diz Wagner Santos, carnavalesco da Acadêmicos do Tatuapé. Da semente da vida, deu trigo, algodão, legumes e hortaliças e muito samba. Um contratempo ganhou a cena. O vazamento de óleo num dos carros sujou a pista e atrasou em quase uma hora o desfile. Rosas de Ouro A atual campeã do Carnaval de São Paulo - a Rosas de Ouro - veio com meio ponto a menos. Perdeu o prazo para entregar um documento. Para os integrantes, era só o tempo brincando com a escola. "Esse momento aqui, ó, é muito demorado. Lá no meio passa rápido, aí hora que eu termino, eu quero voltar", ressalta Ana Beatriz Godoi, rainha da bateria da Rosas de Ouro. E quando os astros se alinharam no céu, a escola brilhou com o tema da astrologia. Um samba "escrito nas estrelas". Vai-Vai A Vai-Vai levou para a passarela a magia do cinema. Jeca Tatu e o Cangaceiro participaram da homenagem aos Estúdios Vera Cruz, que ficavam em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A tradição sindical e a força dos operários da cidade também foram lembradas. "Está todo mundo vestido de operário, vamos representar São Bernardo, onde estão as fábricas, aquelas coisas todas", conta Mestre Tadeu, bateria da Vai-Vai. Barroca Zona Sul A Barroca Zona Sul celebrou Oxum, a orixá das águas doces, que representa fertilidade e amor. Um desfile brilhante, com referência a elementos aquáticos inundou a avenida. "Oxum é a senhora do ouro, é senhora da fartura, é a senhora dos rios, né? Então, é um enredo que ele remete a gente pro amor", afirma Sueli Silva, presidente da velha guarda da Barroca. E o tempo fez valer toda espera. Segurou o passo. Se revelou no acorde Sustentou o refrão. Até que se perdeu e o Carnaval, então, aconteceu. "Samba é a minha vida! Eu amo isso aqui tudo. Quando acaba, eu fico triste", afirma Silvia Helena Francisco de Souza Silva, costureira. Veja como foi o primeiro dia de desfiles em SP Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM Blocos de carnaval em SP têm Gloria Groove, Gretchen e beijo de reconciliação de Lauana Prado; veja fotos Depois do samba, o choro, alívio e cansaço: o que fica na dispersão do Anhembi Não monogamia no carnaval: casais usam folia como teste para abrir relacionamento

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/14/como-foi-o-primeiro-dia-de-desfiles-em-sp.ghtml


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